Quando recebemos a primeira notícia do Oriente, parecia mais um dos muitos vírus asiáticos que nunca chegaria em território verde amarelo, afinal, tivemos carnaval, praias cheias até meados de abril e jogos de futebol.  O preconceito e um sentimento de que aquilo (Covid e seus reflexos) não seriam devastadores, sempre foi real e fatal!

Fechamento do comércio, o uso obrigatório de máscaras, escolas paralisadas, cinemas fechados e cidades inteiras com uma série de restrições, era algo inimaginável para nós brasileiros, provando que essa situação era realmente algo novo e que poderia permanecer por muito mais tempo do que o previsto.  O impacto foi imediato na vida das pessoas, de famílias inteiras, de carreiras até então sólidas, de profissionais, empresas e nas grandes cidades. Naquele momento, a rotina e o modelo vigente foram interrompidos sem aviso prévio ou planejamento.

A pandemia chegou deixando marcas profundas que seriam lembradas por muitas gerações! Mas também nos convidou para uma parada estratégica. Um pedágio com custo alto, sim, que trouxe a reboque um olhar e uma revisão acelerada dos antigos hábitos e conceitos.

A fórceps, repensamos nossa rotina, ajustamos o nosso dia a dia e, compulsoriamente, enfrentamos o fantasma do “piloto automático da vida e das empresas”, visando permanecer na grande corrida com o mínimo de feridas e, quem sabe, identificando novos caminhos ou oportunidades.

A transformação comportamental acelerou novos hábitos, definiu novos limites, gerou inseguranças e incertezas em relação ao amanhã.  Imprevisibilidade é a bola da vez. Não sabemos até quando vai, muito menos o que vem por aí. A única certeza é que precisamos nos adaptar para essa nova caminhada e usar o momento como alavanca para uma revolução das velhas rotinas e o preparo para uma retomada cheia de incertezas.

Fica o “convide” para uma mudança pessoal, cultural, empresarial e estratégica adepta às novas tecnologias como ponte de superação com a outra margem. Fica o “convide” à coragem, ao planejamento e a um olhar imediato da realidade como base de um novo mindset e a quebra dos paradigmas rumo a perenidade pessoal e dos negócios.

Como dizia o biólogo Charles Darwin – “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto a mudança”.

Bento R. C. A Ribeiro

Diretor de Operações na Tarvos Partners

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