Muito temos escrito sobre a crise que vivemos e, dentro das quatro fases da crise – Negação, Pânico, Trabalho e Superação – ainda nos encontramos entre a segunda e a terceira, alguns presos a primeira. Ainda é difícil olhar para a fase de Superação. Mas é necessário.

Entrando na fase do Trabalho, necessitamos um plano de ação de curto prazo – preservar o caixa, sempre – e começar a pensar em como sair da crise. Nesta fase as decisões estratégicas que garantirão a perenidade de nossas empresas – e empregos – são definidas. E os riscos de tal tomada de decisão pouco podem ser mensurados com precisão. A única decisão cem por cento errada é a de manter o negócio como era antes da crise.

Por quê? A resposta, óbvia, é que o cenário mudou, o mundo mudou. E mudou para todos. De forma muito forte. E vai mudar ainda muito mais nos próximos meses. As relações de trabalho, emprego e geração de renda, em que pese de matriz econômica semelhante, se desenvolverão de forma díspar aos movimentos dos últimos anos. Vivemos agora uma realidade aonde ir ao banco, se tornou efetivamente desnecessário. Quantas agências e empregos serão suprimidos? Porque manter um espaço gigante, repleto de pessoas trabalhando quando mais da metade pode trabalhar em casa e vir ao espaço de convivência alternadamente? Quanto economizaremos em custo fixo, aluguel, etc? As pessoas não serão mais felizes por poderem desfrutar mais de suas vidas?

Mas, veja bem – ótima digressão do pessoal do “freio de mão puxado” – e o Agrobusiness, por exemplo? Muda também. De forma diferente, mas muda. O modelo de negócio muda e muito. Para os grandes players, na forma de fazer negócio, securitizar seus recebíveis e na gestão do dia-a-dia. Para os micro e pequenos, na maneira como acessam o mercado. Nos médios, bom, estes sim, seu modelo de negócio terá sérios problemas. A Escala e a capacidade de investimento em tecnologia fará uma seleção natural. O tempo de “olhar o boi, o soja e o arroz crescer” definitivamente não existe mais.

Por outro lado, nada mais Keynesiano do que a saída desta crise. Maciço investimento público como maneira de fazer girar a roda da economia real. Oportunidades aqui? Muitas e vastas. Onde meu negócio pode se ajustar para aproveitar estas ondas que virão?

Vamos pensar nossos negócios neste novo cenário, nesta nova realidade. Onde vemos espaço para melhorar, para mudar, para efetivamente crescer?

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