Recentemente o mundo foi atingido pela segunda onda do COVID-19, por mutações no vírus e por dúvidas sobre a eficácia de vacinas desenvolvidas em ritmo de guerra na tentativa de debelar esta pandemia no menor tempo possível. Mas teremos apenas uma Segunda Onda? Ou haverá uma Terceira, Quarta, etc?

Infelizmente não temos bola de cristal mas a lógica indica que sim. E como reagirmos a isto?

Da mesma forma que sempre reagimos a situações novas, desafiadoras e estressantes: reaprendendo, reinventando e crescendo em meio ao ambiente hostil. Fácil falar e difícil fazer? Nem tanto.

Primeiro precisamos convencer a nós mesmos que somos capazes. Isto talvez seja o maior  desafio. O entendimento dos bloqueios que nos auto impomos, resultado de muitos anos de “ambientes depressivos” – quem já não ouviu a frase “O mundo lá fora é muito complicado!”, “O concorrente é muito mais forte”, etc. – e de continuadas visões de “copos meio vazios”, sem ao menos comemorar por estar “meio cheio” nos levam a uma incapacidade de ter a auto estima e segurança de decisão necessárias para realizarmos que somos capazes sim.

Segundo, precisamos aprender, de fato, a aprender. As técnicas que nos levaram até aqui são diferentes das que nos levarão à mudança. E aprender estas novas técnicas é vital. Mas aprender a aprender é se posicionar a frente do problema, na sua solução. Você já está Digital ou continua no lápis e caderninho, usando cartas e correio para se comunicar? 

Terceiro, não mudar apenas por mudar. Ter um objetivo com a mudança, uma crença na superação através de uma opção de ação e sua implementação. Mais do que mudar, executar a mudança é fundamental. Mesmo que tenha de mudar novamente ali na frente.

Saímos das mudanças seculares para as decenais, caímos nas anuais e estamos vivendo as trimestrais. Virou o mundo da alta frequência. E tratar alta frequência é bem diferente da rotina de planos de 5, 10 ou 25 anos, com tudo pré-definido. Viver agora é foco no objetivo e correção de rumo a cada minuto. Como viver assim sem surtar? Aprender a aprender, reinventar e conviver com esta realidade. 

Sairemos diferentes da segunda – terceira, quarta ou outra – onda. Esta é a única certeza que temos. O quão diferente e melhor depende apenas de nós e de nossa capacidade de aprender a aprender e se reinventar. Isto não se faz sozinho: o maior aprendizado é que com ajuda, vamos longe; sozinhos, só até onde nossas forças nos levam. 

Leave a Reply